quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Thomas Morus


Thomas Morus (More é a forma inglesa) nasceu em Londres, em 7 de fevereiro de 1478 e faleceu na mesma cidade em 6 de julho de 1535. Foi homem de estado, diplomata, escritor, advogado e homem de leis.
Era filho do juiz Sir John More, investido cavaleiro por Eduardo IV, e de Agnes Graunger. Casou-se com Jane Colt em 1505, em primeiras núpcias, tendo tido como filhos: Margaret, Elizabeth, Cecily e John. Jane morreu em 1511 e Thomas More casou-se em segundas núpcias com Lady Alice Middleton. More era homem de muito bom humor, caseiro e dedicado à família, muito próximo e amigo dos filhos. Dele se disse que era amigo de seus amigos, entre os quais se encontravam os mais destacados humanistas de seu tempo, como Erasmo de Rotterdam e Luis Vives.
Deu aos filhos uma educação excepcional e avançada para a época, não discriminando a educação dos filhos e das filhas. A todos indistintamente fez estudar latim, grego, lógica, astronomia, medicina, matemática e teologia. Fez carreira como advogado respeitado, honrado e competente e exerceu por algum tempo a cátedra universitária. Formado em Oxford, adquiriu imenso conhecimento filosófico-político e humanitário, dentre suas obras a mais conhecidas destaca-se Utopia, na qual o autor idealiza uma sociedade justa e perfeita. Na obra em questão, Morus criou uma ilha, e analisou seu sistema político, a geografia regional, as relações com outros povos, o bem estar social, o ordenamento jurídico, dentre outros aspectos.
Como pensador, ele estava ligado às idéias humanistas do Renascimento Foi grande amigo do filósofo Erasmo de Roterdã, que a ele dedicou sua obra-prima, "O Elogio à Loucura". A amizade entre ambos abalou-se posteriormente, à medida em que More aderiu a uma ortodoxia religiosa, enquanto Erasmo tornou-se um crítico da Igreja Católica. Por sua vez, More tornou-se um crítico das reformas protestantes, escrevendo ataques a Lutero e a todos aqueles que quisessem colocar o direito comum acima do direito canônico.

Foi brevemente chanceler da Inglaterra, entre 1529 e 1532, e o seu mandato distinguiu-se apenas pela persistente perseguição de hereges e heresias. Esse é talvez o grande paradoxo da vida de More que era um libertário, enquanto pensador, ao mesmo tempo que defendia uma rígida autoridade religiosa.

Continua a carreira política e torna-se presidente da Câmara dos Comuns em 1523 e chanceler, o mais alto cargo do reino, em 1529.
Nesse posto, entra em conflito com Henrique VIII quando este rompe com o papa e funda a Igreja Anglicana, para divorciar-se de Catarina de Aragão e casar-se com Ana Bolena. Fiel à Igreja de Roma, demite-se da chancelaria em 1532 e recusa-se a assistir à coroação de Ana Bolena - uma declarada manifestação de agravo ao monarca.
É preso na Torre de Londres, processado e condenado à decapitação. Enfrenta a execução com serenidade. Em 1886 é beatificado pelo papa Leão XIII e, em 1935, canonizado por Pio XI. Como precursor do socialismo, ganha uma estátua em lembrança a sua memória na cidade de Moscou, quatro séculos depois, tornando-se o único santo da Igreja Católica homenageado por um governo comunista. 

Algumas obras: Réplica a Martinho Lutero, Diálogo contra as heresias, Súplica das Almas, Tratado sobre a Paixão de Cristo, Vida de Pico della Mirandola e Utopia.

Nenhum comentário:

Postar um comentário